quarta-feira, 23 de maio de 2018

E para as alminhas que já se regozijavam por aí

Ainda não morri de vez. Uma pena, bem sei.

Podia escrever que a ausência se deve a uma multiplicidade de coisas. À maternidade, e toda a azáfama e privação de sono que isso acarreta, ao regresso ao trabalho ainda na senda das noites dormidas a meio gás, entre mama e choro.
Podia ser porque os últimos tempos foram duros psicologicamente, porque perder um ente querido é, e será sempre, um grande buraco nos nossos corações.

Mas na realidade acho que se deveu mesmo a falta de inspiração e vontade.

Mas estamos em Maio. E Maio é o mês em que o calor começa a chegar e os dias começam a ficar maiores. Maio é o mês da mãe, aquela que agora sou a dobrar e aquela que agora já não tenho.
Maio era o mês da minha mãe  (e vai continuar a ser, em boa verdade).

Por isso cá estamos, mais parva que nunca, e com a capacidade intelectual de uma ervilha...já não sei o que é dormir 7 horas seguidas há décadas (7!! Nem 4 pá!!)

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